quinta-feira, 23 de setembro de 2010

"Enquanto os homens excercem seus podres poderes..."

A canção de Caetano Veloso foi a trilha sonora que insistiu em tocar silenciosamente nos meus ouvidos ao realizar Visitas Missionárias na zona rural de nossa Paróquia de N. Sra. de Lourdes. Em pleno terceiro milênio o grupo de aproximadamente 12 crianças e adolescentes se deparou com nossos irmãos ainda em condições de vida aquém do que gostaríamos para o povo de Deus. Realidade ainda muito presente no mundo inteiro.

Desafiados pelas condições indignas de moradia, numa sociedade que banalizou os absurdos, ainda necessitamos ser LUZ do mundo e SAL da terra. O missionário é aquele que faz o povo sentir saudade de Deus num mundo que prefere esquecê-lo.








A Infância e Adolescência Missionária está presente em Ipanguaçu há 14 anos, tendo origem há 167 anos na França, com o objetivo de salvar e batizar as crianças. Engraçado que, apesar de toda evolução humana, as duas metas ainda são alarmantemente necessárias e urgentes depois de 176 anos da idealização desta Obra por Dom Carlos Forbim Janson.

Confesso que ainda não conseguimos sedimentar o Cofrinho Missionário, é bem verdade. Contudo é desafiador falar em moedinhas para crianças que mal as veem. Enquanto isso a cooperação espiritual vai nos educando para a disposição de contribuir com as crianças além-fronteiras, desejo nosso e necessidade da missão.




Gestos e atitudes simples nos chocam, como mal saber rezar nos tempos em que a maior doença que assola a humanidade, creio eu, doença da alma, a depressão, refletindo na ausência de desenvolvimento espiritual. Ver as crianças muito felizes por receber três balinhas como se estivessem num banquete também nos deixa reflexivos.

Outra imagem para ser lembrada é a reunião com as crianças realizadas em baixo das árvores, sentadas no chão de terra ou na capela sem telhado, sem cadeira, no sol, cada um sentado em um tijolo. É a imagem da igreja que sofre, mas que é a preferida de Jesus, e deve ter nossa opção preferencial.

Tudo isso seja motivo de renovação de nosso ardor missionário... Foram 05 comunidades visitadas e ainda faltam muitas outras que serão também desafiantes...





"De todas as crianças do mundo, sempre amigos!"


Rafael Cosme Tavares

(Coord. IAM - Ipanguaçu, pós graduado em Leitura e Literatura e acadêmico de Direito)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Juventude Missionária realiza encontro

No dia 14 de agosto a Juventude Missionária participou do encontro na comunidade de Sacramentinho, comunidade rural do municipio de Ipanguaçu. O encontro contou com a participação dos jovens do grupo onde participaram do momento de espiritualista missionária.O grupo foi até a comunidade de bicicleta.


Encontro da Infância na comunidade de Pedrinhas

O encontro aconteceu na escola da comunidade de Pedrinhas no dia 01 de agosto  onde reuniu os coordenadores e as crianças que participam ou queriam participar da Pontifícia Obra da Infância Missionária. 

A Bíblia na Vida dos Pequenos Evangelizadores

Que bom estarmos novamente juntos, amiguinhos. Espera aí, antes a nossa saudação: de todas as crianças do mundo, sempre amigos! Fico muito feliz por encontrar vocês. Acredito que estamos percorrendo um caminho muito bonito, não acham? Por isso precisamos comunicar às outras crianças a alegria de participarmos da Infância Missionária.

No mês de agosto celebramos o Mês das Vocações.  Nos nossos encontros, falávamos da vocação, do chamado que Deus nos faz para a missão de evangelizar. E para levarmos a Palavra de Deus para as outras crianças, é preciso antes conhecê-la e amá-la. O mês de setembro vai nos ajudar, pois a Igreja dedicou este mês à Bíblia. 

A BÍBLIA

Confesso para vocês que todos os dias eu leio um trecho da Bíblia. Isso é muito bom e me ajuda a saber o que Deus quer que eu faça durante o dia na escola, com meus amigos e na minha família. Outro dia, estava com a Bíblia na mão e vieram-me algumas dúvidas que me deixaram inquieto. Logo fui pedir ajuda ao Frei Carlos Mesters, um grande estudioso da Bíblia, e aproveitei para fazer uma entrevista.

Vejam o que ele me respondeu:

- Em que língua a Bíblia foi escrita Frei Carlos?
Ela foi escrita originalmente em três línguas: Hebraico, Grego e Aramaico. Mas o novo testamento foi escrito todo em língua grega. A Bíblia que nós temos, Ninho, é uma tradução daquela língua.

- Quando a Bíblia foi escrita?
 Preste atenção: ela não foi escrita de uma só vez, ela vem de longe. Os primeiros livros foram escritos mais ou menos 1250 anos antes de Jesus nascer e os últimos quase 100 anos depois de Jesus.

- Frei Carlos, onde a Bíblia foi escrita?
Ela foi escrita em diferentes lugares: Palestina, Babilônia, Egito, Ásia Menor, Grécia, Itália... Para chegar até nós, a Bíblia teve que ser transmitida, escrita por autores sagrados e, finalmente, traduzida para nós.

- Quem a escreveu?
 Não foi uma única pessoa que escreveu a Bíblia, Ninho, mas muitas pessoas, inspiradas por Deus, é claro, deram a sua contribuição. Eram homens e mulheres, jovens e velhos, pais e mães... todos unidos para construir um povo mais irmão.

- Mas, por que foi escrita a Bíblia?
Ela foi escrita para manter o povo no caminho de Deus, animando-o a lutar contra tudo aquilo que vai contra o seu projeto. Já o Novo Testamento teve um motivo a mais: anunciar a presença de Jesus Cristo em nosso meio, suas palavras e milagres.

Mas não foi só isso que ele me disse não, ele me explicou como hoje ela é formada. Como sou um bom desenhista, modéstia a parte, fiz um desenho que vocês vão entender logo como a Bíblia é formada.

O VALOR DA PALAVRA

Turma, muitas vezes vocês vão ouvir outras pessoas chamarem a Bíblia de “Palavra de Deus”, “Sagrada Escritura”, “Livro Sagrado”... Não se preocupem, todos estes nomes se referem à Bíblia e todos eles querem explicar melhor o que é e o valor que tem a Palavra de Deus.

O Mês da Bíblia é muito importante para nós cristãos. Nestes trinta dias as comunidades se aproximam mais deste Livro que é a própria voz de Deus que nos fala. Muitas pessoas lembram que há tempo não a lêem mais e finalmente a tiram da gaveta para colocá-la ao lado da cama ou num lugar onde todos da família possam lê-la e meditá-la.

Nós, da Infância Missionária, temos uma responsabilidade muito séria: somos pequenos, mas grandes evangelizadores e a Palavra de Deus é a nossa principal ferramenta. Como diz o nosso amigo Dom Orlando Brandes: “A Palavra de Deus é como martelo que destrói o mal e reconstrói o bem... É como luz que orienta os caminhantes... É como o ouro e a prata, cujo preço é inestimável”.

Criança missionária sempre lê a Palavra de Deus

Vocês lembram daquele versículo da Bíblia que diz: “Nem só de pão o homem viverá, mas de toda palavra que vêm da boca de Deus.”? Essa frase que Jesus repetiu no deserto quando estava sendo tentado, confirma que o mais importante na vida de uma pessoa, não é o dinheiro, a bicicleta, a roupa ou qualquer outra coisa, mas sim tudo aquilo que vêm de Deus.

Por isso, amiguinhos, em nossas vidas, a Palavra de Deus tem que ter um lugar especial. Ler e meditála diariamente com a ajuda do papai, da mamãe ou mesmo de um irmão mais velho, é muito importante, pois nos orientará no caminho certo, longe da violência e das drogas.

Deus, na Bíblia, nos ensina a sermos crianças de respeito, sinceras e amorosas. Ah, que tal, em nosso grupo, fazermos a experiência da “Leitura Orante da Palavra”? Para isso, podemos pedir a ajuda dos nossos assessores.


UMA CARTA DE AMOR

Quero contar-lhes um segredinho: a Bíblia conta que o nosso Deus é apaixonado por nós. Ele nos ama tanto, mais tanto mesmo, que chegou a pedir para seu Filho Jesus vir morar junto de nós. É por isso que podemos chamar a Bíblia de “Carta de Amor”.

E como é gostoso nós lermos cartas de amor, não é mesmo? Eu lembro das cartinhas que minha mamãe escreve e coloca no meio dos meus cadernos. Eu até choro de tanta alegria quando ela escreve: “Te amo de montão, meu filhão!”

Também quando lemos a Palavra de Deus sentimos muita alegria, pois Deus não se cansa de dizer que nos ama. É através desta Carta que o Papai do céu diz: “Eu amo você com amor eterno!” (cf. Jr 31,3). Um abração, meus amiguinhos!

Ninho - ninho@missaojovem.com.br

FONTE: http://www.pime.org.br

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

FESTA DE SANTA TEREZINHA 2010



PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DE LOURDES
IPANGUAÇU/RN

FESTA DE SANTA TERESINHA 2010

PARÓQUIA: Lugar de Acolhida, Oração e Missão.


Programação
22 a 30/09 – Novena das Rosas – 12:00
26/09 – Caminhada de Abertura - 5h
Saída: Capela N. Sra. da Saúde – Olho D'água
Ofício de N. Senhora
Café da manhã comunitário
28/09 – Noite da Mãe Peregrina
19h – Caminhada – Saída: E.E.M.M.M.
Missa e renovação do envio
Quermesse

29/09 – Noite da Consagração da Juventude Missionária
19:30 – Missa
Quermesse

30/09 – Noite da Consagração da Infância e Adolescência Missionária
19:30 – Missa
Quermesse

01/10 – DIA DE SANTA TERESINHA
8h – Procissão das Escolas
12h – Tributo à Santa Teresinha
19h – Procissão dos Devotos
Saída: Sede da IAJM
19:30 – Concelebração Eucarística Solene
Consagração do Grupo de Oração Santa Teresinha
20:30 – Chá das Rosas

JM de Ipanguaçu participa do EJM em Natal.

Nesse domingo, 12.09, foi um dia de formação, integração e muito divertimento para os grupos de Juventude Missionária da Arquidiocese de Natal. A equipe de coordenação estadual conseguiu  reunir cinco dos sete grupos conhecidos da nossa diocese, promoveu momentos de integração e louvor com o Ministério Anjos (Novo Horizonte, Paróquia Nossa Sra. de Fátima), formação sobre as POM e a Espiritualidade Missionária através de Oficinas desenvolvidas pela própria co-ordenação e encerrou o dia com uma divertida gincana entre os grupos de Juventude Missionária.

Participaram do I Encontro de Jovens Missionários os grupos JM Nossa Senhora de Fátima (Parque das Dunas, Natal), JM Anjos (Novo Horizonte, Natal), JM JUPI (Santarém, Natal), JM Imaculada (Alecrim, Natal) e JM Ipanguaçu (Centro, Ipanguaçu).

Obrigado a todos vocês que fizeram deste encontro um SUCESSO!
"Jovens Missionários, Sempre Solidários"

Encontro com a equipe de coordenadores estaduais da JM em Ipanguaçu.

Neste dia 05.09, aconteceu um encontro da Juventude Missionária com a equipe de coordenadores da mesma no RN, Diego e Ibnny. O encontro deu-se início as 09:00 hras na Sede e terminou por volta das 15:00 hras. Participou 10 jovens apenas, mais foi um encontro proveitoso, onde com eles dividimos nossos problemas dificuldades e principalmente nossas conquistas, pois sabemos que evangelizar não é uma tarefa fácil. Buscamos focar mais o que realmente é a Juventude Missionária, nas 4 áreas integradas.


" Jovens Missionários, Sempre Solidários! "

quarta-feira, 28 de julho de 2010

NOVENAS DE SANTA TERESINHA SÃO INICIADAS EM IPANGUAÇU

A Infância Adolescência e Juventude Missionária iniciou neste ultimo sábado (17) a peregrinação da imagem de Santa Teresinha pelos bairros da cidade de Ipanguaçu. As novenas é uma preparação para os Festejos de Santa Teresinha que acontecerá do fim do mês de setembro à primeiro de Outubro.

As novenas acontecem todos os sábados com saída da sede da Infância Missionária as 17hs com destino a um bairro, onde também acontece as benção das chaves.  Todos os grupos da paróquia estão convidados a participarem.

5ª FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA NA COMUNIDADE DE CUÓ – IPANGUAÇU/RN

ARQUIDIOCESE DE NATAL
PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DE LOURDES
CAPELA DA SAGRADA FAMÍLIA
COMUNIDADE DE CUÓ – IPANGUAÇU/RN

5ª FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA

'
FAMÍLIA, FORMADORA DE VALORES HUMANOS E CRISTÃOS”

Julho – Peregrinação nas casas de Cuó e nas comunidades de Luzeiro, Baldum, Pedrinhas, e Lagoa de Pedras.

Dia 05/08 – GRANDE FESTA DE INAUGURAÇÃO DA CAPELA
12h – Terço da Sagrada Família
·         Noite de São José
19h – Carreata conduzindo a imagem da Sagrada Família
Saída: Igreja Matriz de N. Sra. de Lourdes
·         Hasteamento das Bandeiras
19:30 – Missa Solene e benção litúrgica da Capela presidida por Dom Matias Patrício de Macedo, Arcebispo Metropolitano e concelebrada pelo Pe. José Irineu, Administrador Paroquial.
Noiteiros: Famílias da Comunidade, Ceramistas, Arquitetos, Projetistas, Pedreiros, Carpinteiros, Serventes, Benfeitores e todas as pessoas que colaboraram com a construção da Capela.
Convidados: Grupos de Oração Santa Luzia, Sagrado Coração de Maria, Sagrado Coração de Jesus, N. Sra. das Dores, Apostolado da Oração e Terço dos Homens, Infância Missionária de Japiaçu, Lagoa de Pedras e Luzeiro.

Dia 06/08 – Noite de Maria Santíssima
12 – Terço da Sagrada Família
19:30 – Missa
Noiteiros: Idosos, Dizimistas e Movimento da Mãe Peregrina.
Convidados: Apostolado Exército de Santo Expedito, Grupos de Oração N. Sra. da Conceição e N. Sra. Aparecida e Grupo da Melhor Idade.
Celebrante: Pe. Valberto Messias

Dia 07/08 – Noite do Menino Jesus
12h – Terço da Sagrada Família
19:30 – Celebração da Palavra
Noiteiros: Infância e Adolescência Missionária e Grupos de Jovens.
Convidados: Grupos de Oração Santa Teresinha, São Francisco Xavier, São Sebastião, Grupos de Jovens JUSAFRAN, JUSS, JUFD, ESE e Juventude Missionária.
Celebrante: Rafael Cosme

Dia 08/08 – FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA
9h – Confissão
12h – Terço da Sagrada Família
16h – Missa Solene
·         Consagração do Grupo de Oração Sagrada Família
·         Batizados
·         Descerramento das Bandeiras
Celebrante: Pe. José Irineu
17:30 – Chá das Famílias

sábado, 10 de julho de 2010

Paulo Tchen - Um Menino Santo

O carisma da Santa Infância (Infância e Adolescência Missionária) como caminho de santidade das crianças.

Paulo Tchen nasceu na China, no dia 11 de abril de 1838.

Seu pai era um médico oriental, tratava os camponeses com ervas; mas com o tempo, o trabalho dele não lhe permitiu mais dar uma vida digna à família.

Durante as viagens que o doutor Tchen fazia pelas vilas para tratar das doenças dos moradores, o pequeno Paulo ficava em casa com sua mãe e seus irmãos. Ele era um garoto sereno e feliz, conformado com tudo.

O pequeno ajudava seu pai a procurar as ervas e colher as frutas. Ele realizava sua tarefa com alegria, feliz de poder ajudar de alguma maneira sua família.

Seu pai estava preocupado por conta da pobreza em que se encontravam seus filhos. Um dia, ele ouviu falar dos colégios da Santa Infância, onde as crianças carentes eram acolhidas, educadas e encaminhadas a uma profissão. Então o doutor Tchen pensou em conduzir seu filho até lá.

Com dor, ele confiou a vida de seu filho ao padre Louis Faurie, um missionário francês que o acolheu com amor. Durante anos, o pequeno Paulo não viu nenhum membro de sua família.

Paulo seguia com interesse a catequese e ele era encantado com a vida de Jesus. Ele fazia várias perguntas sobre esse bom amigo que amava as crianças. O padre Faurie encontrou o dom da graça nele e o admitiu no seminário.

Já era seminarista quando recebeu o Batismo e a Primeira Comunhão. Para ele foi feita uma exceção já que nenhum jovem era aceito no seminário se não pertencia a uma família cristã. Paulo tinha uma especial devoção e amor por seu amigo Jesus, que o fez dono de uma vocação extraordinária...

Paulo estudava com gosto, e rezava muito. Ele gostava da profissão de carpinteiro.

Com 19 anos, seu pai veio buscá-lo, mas ele lhe disse: “Pai, eu não lhe pertenço mais, a Igreja me acolheu e me fez crescer, é a ela que eu pertenço. Deus me chama e eu devo segui-lo”.

No dia 12 de junho de 1861, os soldados chineses invadiram o seminário e sequestraram Paulo e seus dois companheiros: José e João Batista. Frequentemente, os chineses perseguiam os cristãos por motivos injustificáveis.

O calvário durou muito tempo, mas os jovens testemunharam sua fé durante o sofrimento e as ameaças. Paulo escrevia: “Somos tentados de muitas maneiras, e fazem todo o esforço possível para arrancar-nos nossa fé, mas preferimos morrer a renunciar a nossa religião”.

O padre Faurie, tornado vigário Apostólico, conservava as belas cartas de Paulo e encorajava os jovens a resistir, na esperança de poder salvá-los. De seu lado, Paulo encorajava seus companheiros e lhes convencia a ficar fiéis à religião cristã. Ele assegurava ao bispo que os dias deles estavam sendo iluminados pelo sofrimento que era sustentado pela oração.

A senhora Marta, uma santa mulher cristã, desafiava os soldados levando comida, roupas limpas e alguns pedaços de papel para que os jovens escrevessem ao padre Faurie. Foi ela quem fez o testemunho do sofrimento e da grande fé de Paulo. Ela, assim, como os garotos, foi morta.

Na madrugada de 29 junho de 1861, Paulo e seus companheiros foram levados para fora da prisão e empurrados contra uma parede. Paulo então compreendeu que havia chegado o momento e orou intensamente ao seu amigo Jesus, agradecendo por ter-lhes dado o privilégio do martírio.

O padre Faurie solicitou os corpos dos mártires. Ele, que havia sido o diretor espiritual de Paulo, escreveu sua vida e enviou às crianças da Santa Infância de Paris, afim de que ele seja um exemplo e um encorajamento para elas durante o engajamento missionário.

Paulo foi beatificado pelo Papa Pio X em 1908. Em 1920, seu corpo foi transportado para a catedral de Notre Dame de Paris e enterrado na capela da Santa Infância. No dia 01 de outubro de 2000 foi canonizado por João Paulo II.

Em primeiro lugar, rezar

Diálogo do Santo Padre Bento XVI com as crianças da Pontifícia Obra para a Infância Missionária, Sala Paulo VI – sábado, 30 de maio de 2009

Chamo-me Anna Filippone, tenho doze anos, sou ministrante e venho da Calábria, da Diocese de Oppido Mamertina – Palmi. Papa Bento, o pai do meu amigo Giovanni é italiano e a mãe equatoriana, e ele é muito feliz. Pensas que as diversas culturas um dia poderão viver sem entrar em conflito em nome de Jesus?

Compreendi que desejais saber como fazíamos nós, quando éramos crianças, para nos ajudar reciprocamente. Tenho que dizer que vivi os anos da escola elementar numa pequena aldeia de 400 habitantes, muito distante dos grandes centros. Portanto, éramos um pouco ingénuos e nessa aldeia havia, por um lado, agricultores muito ricos e também outros menos ricos mas abastados e, por outro, pobres empregados, artesãos. Pouco antes do início da escola elementar a nossa família chegara a esse povoado vinda de outra cidade, portanto éramos um pouco estrangeiros para eles, e até o dialecto era diferente. Portanto, nessa escola reflectiam-se situações sociais muito diversas entre si. Contudo, havia uma bonita comunhão entre nós. Ensinaram-me o seu dialecto, que eu ainda não conhecia. Colaborámos bem e, tenho que admitir, às vezes naturalmente também discutíamos, mas depois reconciliávamo-nos e esquecíamos quanto tinha acontecido.


Imagens da audiência de Bento XVI
às 7 mil crianças da Obra para a Infância Missionária,
Sala Paulo VI, 30 de maio de 2009

Isto parece-me importante. Por vezes na vida humana parece inevitável discutir; todavia, é sempre importante a arte da reconciliação, do perdão, do começar de novo e não deixar amargura na alma. Recordo-me com gratidão do modo como todos nós colaborávamos: um ajudava o outro e juntos percorríamos o nosso caminho. Todos nós éramos católicos, e isto era naturalmente uma grande ajuda. Assim, em conjunto, aprendemos a conhecer a Bíblia, a começar pela criação até ao sacrifício de Jesus na cruz, e depois também os primórdios da Igreja. Juntos aprendemos o catecismo, juntos aprendemos a rezar e juntos nos preparamos para a primeira confissão, para a primeira comunhão: aquele foi um dia maravilhoso! Compreendemos que o próprio Jesus vem até nós, e que Ele não é um Deus distante: entra na minha própria vida, na minha própria alma. E se o próprio Jesus entra em cada um de nós, somos irmãos, irmãs e amigos, e portanto temos que nos comportar como tais.

Para nós, esta preparação quer para a primeira confissão como purificação da nossa consciência e da nossa vida, quer também para a primeira comunhão como encontro concreto com Jesus que vem ter comigo, que vem ter com todos nós, foram factores que contribuíram para formar a nossa comunidade. Ajudaram-nos a caminhar juntos, a aprender em conjunto a reconciliar-nos quando era necessário. Fazíamos inclusive pequenos espectáculos: também é importante colaborar, prestar atenção uns aos outros. Depois, com oito ou nove anos tornei-me coroinha. Nessa época ainda não havia meninas coroinhas, mas elas liam melhor do que nós. Portanto, eram elas que liam as leituras da liturgia, e nós desempenhávamos a função de coroinhas. Nesse período ainda havia muitos textos latinos para aprender, e de tal modo cada um teve a sua parte de canseiras a assumir. Como disse, não éramos santos: tivemos as nossas discussões, e no entanto havia uma bonita comunhão, onde as distinções entre ricos e pobres, entre inteligentes e menos inteligentes não contavam. Era a comunhão com Jesus no caminho da fé comum e na responsabilidade coral, nos jogos e no trabalho conjunto. Tínhamos encontrado a capacidade de viver juntos, de ser amigos e, embora a partir de 1937, ou seja, há mais de setenta anos, tenha deixado de viver nessa aldeia, ainda permanecemos amigos. Portanto, aprendemos a aceitar-nos reciprocamente, a carregar o peso uns dos outros.

Isto parece-me importante: não obstante as nossas fraquezas, aceitamo-nos uns aos outros e, com Jesus Cristo, com a Igreja, encontramos juntos o caminho da paz e aprendemos a viver bem.


Chamo-me Letizia e queria fazer-te uma pergunta. Querido Papa Bento XVI, o que significava para ti, quando eras menino, o mote: “As crianças ajudam as crianças”? Alguma vez pensaste em tornar-te Papa?

Para dizer a verdade, nunca pensei que viria a ser Papa porque, como já disse, fui um menino bastante ingénuo, numa pequena aldeia muito distante dos centros, numa província esquecida. Éramos felizes por viver nessa província e não pensávamos noutras coisas. Naturalmente, conhecíamos, venerávamos e amávamos o Papa — era Pio XI — mas para nós estava numa altura inalcançável, quase noutro mundo: um nosso pai, e no entanto uma realidade muito superior a todos nós. E devo dizer que ainda hoje tenho dificuldade em compreender como o Senhor pôde pensar em mim, destinar-me para este ministério. Mas aceito-o das suas mãos, embora seja algo surpreendente e me pareça muito além das minhas forças. Contudo, o Senhor ajuda-me.


Amado Papa Bento, sou Alessandro. Queria perguntar-te: tu és o primeiro missionário; como podemos nós, crianças, ajudar-te a anunciar o Evangelho?


Imagens da audiência de Bento XVI
às 7 mil crianças da Obra para a Infância Missionária,
Sala Paulo VI, 30 de maio de 2009



Diria que um primeiro modo é o seguinte: colaborar com a Pontifícia Obra para a Infância Missionária. Assim fazeis parte de uma grande família, que difunde o Evangelho no mundo. Assim pertenceis a uma rede grandiosa. Vemos aqui como se reflecte a família dos diversos povos. Vós estais nesta grande família: cada um desempenha o seu papel e, em conjunto, todos vós sois missionários, portadores da obra missionária da Igreja. Tendes um bonito programa, indicado pela vossa porta-voz: ouvir, rezar, conhecer, compartilhar e solidarizar. Estes são os elementos essenciais que realmente constituem um modo de ser missionário, de dar continuidade ao crescimento da Igreja e à presença do Evangelho no mundo. Gostaria de ressaltar alguns destes pontos.

Em primeiro lugar, rezar. A oração é uma realidade: Deus ouve-nos e, quando oramos, Deus entra na nossa vida, torna-se presente e operante no meio de nós. Rezar é algo muito importante, que pode mudar o mundo, porque torna presente a força de Deus. E é importante ajudar-se no acto de rezar: oremos juntos na liturgia, rezemos em conjunto na família. E aqui diria que é importante começar o dia com uma pequena oração e, depois, terminar o dia também com uma pequena prece, recordando os pais na oração. Rezar antes do almoço, antes do jantar e por ocasião da celebração coral do domingo. Um domingo sem Missa, a grande oração comum da Igreja, não é um domingo verdadeiro: falta precisamente o coração do domingo, e assim também a luz para a semana. E podeis ajudar também os outros — de modo especial quando em casa, talvez, não se reza, não se conhece a oração — ensinando os outros a rezar: orar com eles e desta forma introduzir os outros na comunhão com Deus.

Depois, ouvir, ou seja, aprender realmente o que Jesus nos diz. Além disso, conhecer a Sagrada Escritura, a Bíblia. Na história de Jesus aprendemos — como o Cardeal disse — o rosto de Deus, aprendemos como é Deus. É importante conhecer Jesus profunda e pessoalmente. Assim Ele entra na nossa vida e, através da nossa vida, entra no mundo.

E também compartilhar, não desejar as coisas unicamente para nós mesmos, mas para todos; dividir com o próximo. E se virmos outra pessoa que talvez tenha necessidade, que seja menos dotada, temos que a ajudar e assim tornar presente o amor de Deus sem grandes palavras, no nosso pequeno mundo pessoal, que faz parte do grande mundo. E desta maneira tornamo-nos em conjunto uma só família, onde todos se respeitam: suportar o outro na sua alteridade, aceitar precisamente também os antipáticos, não deixar que alguém seja marginalizado, mas ajudá-lo a inserir-se na comunidade. Tudo isto quer dizer, simplesmente, viver nesta grande família da Igreja, nesta grandiosa família missionária. Viver os pontos essenciais como a partilha, o conhecimento de Jesus, a oração, a escuta recíproca e a solidariedade é uma obra missionária, porque ajuda a fazer com que o Evangelho se torne uma realidade no nosso mundo.

Fonte: Garotada Missionária.

sábado, 3 de julho de 2010

Coordenadores se reúnem


Aconteceu hoje (03) na sede da Infância Adolescência e Juventude Missionária no centro de Ipanguaçu, a reunião com os coordenadores e assessores da Infância Missionária da zona Urbana. O Objetivo da reunião foi discutir a volta das atividades da Infância após os festejos juninos e a os grupos nos bairros da cidade.
O encontro contou com a participação dos coordenadores gerais de Ipanguaçu, Rafael Tavares, Alêssa Thaynara e Keyson Cunha.

Grupo de Oração
Hoje a noite acontece também a primeira reunião com membros do grupo de oração Santa Tersinha, onde terá como pauta principal os preparativos para a Festa de Santa Tersinha 2010.

Próximo encontro
E no próximo sábado (10) acontecerá uma nova reunião com todos os coordenadores e assessores da pontifícia obra, reunindo zona urbana e rural, onde será discutida a infância nas localidades da cidade.

Ipanguaçuenses Solidários...

As chuvas que castigam a região Nordeste do Brasil provocaram enchentes de proporções catastróficas. Os estados de Pernambuco e Alagoas foram os mais afetados e a região da divisa entre os estados é a mais castigada.

Para amenizar os Ipanguaçuenses se reúnem para uma campanha Solidária para arrecadação de donativos destinados às vítimas das enchentes. Os postos de coleta em Ipanguaçu acontecem na Paróquia de Nossa Senhora de Lourdes e na Loja Cícera Variedades, durante todo o dia. A campanha está arrecadando roupas, cobertores, redes, toalhas, agasalhos, colchões e colchonetes. Se você é de Ipanguaçu ou de outra cidade AJUDE.

“As mãos que tanto receberam solidariedade em momentos de igual dificuldade, agora se abrem para partilhar da dor de outros nordestinos!”

quinta-feira, 3 de junho de 2010

2º Encontro da JM no Rio Grande do Norte



A Juventude Missionária do Rio Grande do Norte realizou seu 2º Encontro Estadual nos dias 28 a 30 de maio, na Casa de Repouso, em Ponta Negra; Contando com a participação de 28 jovens e a assessoria do Secretário Nacional da Pontifícia Obra da Propagação da Fé e Juventude Missionária, Pe. André Luiz Negreiros e coordenação de Sérgio e demais jovens da equipe estadual.

A juventude Missionária de Ipanguaçu, esteve presente no encontro de formação.